Publicado por: Wally | Sexta-feira, Julho 3, 2009

Últimas Críticas

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Publicado por: Wally | Quarta-feira, Julho 8, 2009

Expresso Transiberiano

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Quando Roy e Jessie partem numa viagem de trem de China à Moscou no famoso Expresso Transiberiano, nada os preparam para o encontro inicialmente inofensivo com um casal que, pouco a pouco, carrega o casal abaixo num espiral violento pelas friezas da Rússia, indo de encontro com Grinko, um perigoso agente da polícia.

O cinema vem nos ensinando, ao longo dos anos, que os melhores suspenses são aqueles que oferecem três atos: construção de clima, desenvolvimento da tensão e clímax surpreendente. Com “Expresso Transiberiano” – lamentavelmente subjugado à lançamento direto nas locadoras no Brasil – o diretor Brad Anderson (do ótimo “O Operário”), mostra ter aprendido a lição. Seu filme não tem um fim inesperado, mas seus dois primeiros atos são um primor em técnica e virtuosidade cinematográfica. O acerto já começa logo de início, quando reconhecemos a escolha acertada dos roteiristas Anderson e Will Conroy (em sua estréia) em primeiro estabelecer um clima e as caracterizações importantes de seus personagens (que ganham um tratamento proveitoso do elenco). Ainda que o filme demore um pouco para realmente engatar no seu segundo ato, o caminho até ali se mostra necessário pelas claras implicações psicológicas e mesmos dramáticas diante dos acontecimentos que viriam adiante. Tendo isso em vista, é válido ressaltar que é de importância singular se identificar com o primeiro ato do filme – e com os personagens – para se infiltrar totalmente no clima de tensão que toma conta a seguir.

Visto isso, não tem como negar o talento do diretor em manipular emoções e criar uma atmosfera densa de imensa bravura. E o fato de ter como local um trem deixa tudo ainda mais claustrofóbico, servindo com dignidade em prol da eficiência do filme como um suspense psicológico, já que além de ter uma trama climática recheada de angústia, está repleto das emoções gritantes de personagens tão humanos. O filme então te envolve com imensa dignidade e te carrega lentamente e tortuosamente (no bom sentido, claro) por uma narrativa bem estruturado e construída em cima de diálogos admiráveis e personagens verossímeis. A própria situação na qual eles se encontram poderia ter tomado rumos implausíveis, mas ao manter o realismo e nunca subestimar a inteligência do espectador, o filme apenas ganha mais validez.

Existem alguns aspectos discutíveis, tais como o personagem misterioso interpretado com competência por Bin Kingsley (Guru do Amor), que nunca ganha os contornos mais interessantes que esperaríamos. Talvez culpa do último ato do filme que, ainda que guarde seus deleites, soa um pouco anti-climático e corrido. De qualquer forma, o filme termina e te deixa com a válida sensação de que você acabou de testemunhar um digno filme de suspense como pouco se vê. Construído completamente em cima de emoções humanas e nossas reações à elas, o filme não só ganha sua atenção, mas sua imediata admiração. Principalmente quando podemos nos beneficiar por um desempenho tão ressonante como o de Emily Mortimer (A Pantera Cor-de-Rosa 2), que carrega grande parte do filme em suas costas, ao se transformar nos olhos e nas emoções da audiência diante da situação na qual ela se encontra ao lado de seu marido, interpretado de forma descompromissada por Woody Harrelson (Onde os Fracos Não Tem Vez). O fato da dupla interpretar um casal comum como qualquer outro apenas adiciona à autenticidade imposta no filme. Virtude esta que, no plano geral, denota um diferencial expressivo ao filme em si.

Então “Expresso Transiberiano”, que é uma vigorosa descida ao inferno diante de circunstâncias nada agradáveis impostas sobre seus bem construídos personagens, é do típo de filme americano raro do gênero que não só entretem e envolve, mas almeja fazer isto sem cair em normas comuns e estradas habituais. Apesar de seus defeitos ora frustrantes, o diretor faz um hábil trabalho em condensar o que houve de errado ao submergir a audiência num mundo tão frio quanto a própria Russa, local mais do que apropriado para servir de cena para a densa e nervosa trama que se segue a partir de encontros nada casuais numa viagem de trem pouco convencional. O resultado não poderia ser mais empolgante. O filme é um gracioso (ou seria  tenebroso?) acerto.

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Transsiberian (2008)
Direção:
Brad Anderson
Roteiro: Brad Anderson, Will Conroy
Elenco: Emily Mortimer, Woody Harrelson, Ben Kingsley, Kate Mara, Eduardo Noriega, Thomas Kretschmann, Etienne Chicot, Mac McDonald
(Suspense, 111 minutos)

Disponibilidade | Já nas locadoras.

Publicado por: Wally | Segunda-feira, Julho 6, 2009

Força Policial

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A saga culminante de uma família de policiais de Nova Iorque. Quando dois policiais são mortos inexplicavelmente no que parece um crime de narcóticos, Ray Tierney começa a investigar o caso, esbarrando em feridas de corrupção que podem acabar incriminando sua própria família, quando seu irmão e cunhado surgem como peças principais em um jogo de corrupção e violência que resultou em mortes desnecessárias.

A trama de policiais corruptos, famílias metidas no mundo do crime e irmãos em impasse não é nada de novo. O enredo de Força Policial é, de fato, já um clichê. E o filme dirigido por Gavin O’ Connor é – além de excessivamente longo – cheio de inconsistências, passagens previsíveis, estereótipos já cansados e muitos elementos fora de lugar. O que evita que ele se torne um filme totalmente descartável é a segurança com a qual ele é dirigido por O’ Connor, que faz o possível para condensar os defeitos do roteiro o máximo possível. Além disso, o filme entrega um elenco consistente que consegue injetar intensidade e dramaticidade plausível ao território manjado de policiais e ladrões, culpa e redenção e a desestruturação de uma família diante das implicações criminosas dos homens que a compõe. E, neste aspecto, o filme ganha uma autenticidade ao trazer a tona os conflitos morais dos personagens de forma que convença. E, não só isso, mas consiga ecoar através dos desequilíbrios narrativos da fita, que acaba sendo recomendável.

O filme inicia-se com uma longa cena de créditos num jogo de futebol americano sendo jogado por times do departamento de polícia – um deles de Nova Iorque e que serão o foco do filme. No jogo, os familiares estão lá na arquibancada. É uma tentativa bem realizada de já denotar um tom para o filme, mesmo que não seja em nada original. Os policiais em embate e os familiares como testemunhas. Alegoria competente ao que ocorre pelo resto do filme. Depois disso, já somos introduzidos ao conflito e seguimos uma cena primorosa em forma de plano-sequência. Seguindo um dos personagens até a cena do crime, a direção é nervosa, a fotografia realista e a longa tomada é admirável. Os grandes elogios, portanto, param por aqui. O resto do filme não passa do correto e aceitável.

Os personagens são interessantes e na maior parte das vezes a trama consegue envolver, o problema é quando ela começa a se arrastar, grande parte graças à banalidade da história, que luta para encontrar uma personalidade e uma ressonância maior. As restrições da abordagem muito convencional também podem atrapalhar em momentos que pedem um nervosismo tão intenso quanto aquele demonstrado no plano-sequência. E é com essa falta de urgência e constante passagem por elementos batidos que o filme vai perdendo sua força e, se não fossem pelas boas atuações e os personagens, o interesse estaria completamente perdido. Além de uma decente atuação de Colin Farrell (O Sonho de Cassandra), o destaque é o desempenho do sempre inspirado e talentoso Edward Norton (O Incrível Hulk), que injeta uma humanidade essencial ao personagem, o tornando a peça central da trama e no foco dramático do filme. Jon Voight (24 Horas – A Redenção) surge de uma forma bem pretensiosa, mas não compromete. Já Noah Emmerich (Pecados Íntimos) está muito bem como o irmão que luta com seus demônios interiores e exteriores, lidando com a culpa e o câncer de sua esposa.

A trama previsível foi roteirizada pelo já “expert” do gênero, Joe Carnahan, que escreveu e dirigiu filmes como “A Última Cartada” e “Narc”, sendo o foco deste último o mundo criminal. O’ Connor co-escreveu. O texto alça vôo quando foca nas intimidades morais dos personagens, mas perde o fôlego ao se ligar demais nas engrenagens corruptas da polícia sempre cansativas. Como um filme do gênero, também era de se esperar mais cenas de ação. Quando as tem, ao menos são bem realizadas. Apesar de possuir certa cena no clímax que beira o ridículo pela condução desastrosa e por ser muito implausível, numa luta patética dentro de um bar. Mas a parte técnica não decepciona, incluindo boa edição e uma trilha sonora exemplar de Mark Isham. Elementos primordiais para deixar o ritmo do filme vivo mesmo quando a trama parece morta. Na sua totalidade, é um filme cheio dos equívocos, mas suas virtudes não devem ser totalmente ignoradas e elas garantem uma sessão digna, ao menos que seja abordada sem maiores compromissos. Afinal de contas, não é exatamente Scorsese.

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Pride and Glory (2008)
Direção:
Gavin O’Connor
Roteiro: Joe Carnahan, Gavin O’Connor, Robert Hopes
Elenco: Edward Norton, Colin Farrell, Jon Voight, Noah Emmerich, Jennifer Ehle, John Ortiz, Frank Grilo, Shea Whigham, Lake Bell, Manny Perez, Wayne Duvall
(Policial, 130 minutos)

Disponibilidade | Já nas locadoras.

Publicado por: Wally | Domingo, Julho 5, 2009

O Justiceiro – Em Zona de Guerra

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Após testemunhar o assassinato de sua mulher e filhos num piquenique, Frank Castle, ex-agente do FBI, se transforma no “Justiceiro”, um homem que não seguirá regras ou leis, correndo atrás e matando todos que não são punidos pelo sistema judiciário. Depois de exterminar uma família de mafiosos, ele precisará enfrentar o único sobrevivente que, retalhado, vai atrás do anti-herói a todo custo.

“O Justiceiro – Em Zona de Guerra” é a terceira aventura de Frank Castle, anti-herói da Marvel, nos cinemas. Desde 1989, com “O Justiceiro” com Dolph Lundgren como o protagonista, o cinema vem tentando fazer do personagem um nome consistente o bastante para uma franquia. Mas até agora todas as três tentativas foram isoladas e apresentavam diferentes versões do personagem da HQ famosa. E, apesar de desconhecer a primeira versão com Lundgren, posso bem imaginar pela simples natureza de seu fracasso. Em 2004, tentaram novamente com grande orçamento e Thomas Jane protagonizando, ao lado de John Travolta, como vilão. O resultado foi uma espécie de Supercine um tanto descartável. Apesar do inegável estilo e válido elenco, nada justificava o suficiente o início de uma série. E não é com este novo filme do personagem, decepcionantemente dirigido por Lexi Alexander (Hooligans) que os estúdios terão em mãos sucesso. Considerando a estréia da fita direto nas locadoras, aconteceu o oposto.

O filme cheira à lançamento direto no mercado de DVD desde seu início e, apesar deste ter sido seu feliz destino no Brasil, a fraquíssima adaptação chegou a ir aos cinemas estadunidenses. Praticamente tudo aqui, porém, dá errado. O filme é o resultado de uma bizarra junção de “o exército de um homem só” e um vilão chamado Jigsaw (em inglês). Em outras palavras, é o encontro pavoroso entre a ação descerebrada de um “Rambo” e a violência gratuita de um “Jogos Mortais”. Isso tudo acompanhado por um senso de humor psicótico. O que deve ter ocorrido aqui é uma clara tentativa de deixar o filme mais no espírito do material original possível. E não falo de fidelidade narrativa, mas de estilo. “O Justiceiro – Em Zona de Guerra” merece sua censura 18 anos com louvor. Extremamente violento e sanguinário, o filme é constantemente sombrio e turbinado com uma ação estilizada, chegando a ser incansável. O consenso é que Lexi Alexander criou um filme muito para quadrinho e pouco para cinema. A linguagem cinematográfica aqui é das mais limitadas, e isso é de surpreender quando se vê o eficiente trabalho da diretora em “Hooligans”, competente filme de ação.

No todo, porém, é preciso analisar a influência artística dos produtores, já que foi feito pública a indignação da diretora com a produção do filme. Alexander chegou a ser demitida a certa altura. Toda essa bagunça nos bastidores se refletiu no próprio filme, que não encontra uma identidade a não ser a tola característica de um filme de ação “brucutu”, incansável, bobo e completamente descartável. O roteiro estúpido cria um personagem principal vazio e unidimensional, não o elevando a nenhuma simpatia diante da audiência –mesmo quando eles forçam a barra do melodrama com a entrada de uma garotinha que parece amolecer o coração do brutamonte. Lamentável. Ainda pior é o ator escalado. Ray Stevenson não traz absolutamente nada a não ser presença de força (não “força de presença”) ao papel. O resto do elenco é igualmente triste. Dominic West, interpretando o vilão, até tenta, mas cai na canastrice óbvia. Culpa de sua maquiagem excessivamente superficial, talvez. O resto é resto.

O filme tem uma única virtude: estilo. Amparado no espírito da HQ, o filme faz jus ao não ter piedade em questões de violência gráfica, morbidez estética e excessiva pancadaria. E, se você procura um filme de ação neste molde, sem uma trama coerente, com um personagem tolo praticamente sem diálogos e uma violência contínua e forte, então é um ótimo perdido. Mas se existe qualquer atenção à validez narrativa, diálogos, personagens e cenas que se sobrepõem à simples ação, então fuja, pois o exemplar de ação aqui é exatamente daquele tipo que deveria ser protagonizado por “atores” como Dolph Lundgren. É pura inércia dramática e plena incansável ação. Um filme assumidamente de gênero. “O Justiceiro – Em Zona de Guerra” quase nunca se preocupa em ser mais que isso. E quando sentimos a preocupação, a coisa só piora.

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Punisher: War Zone (2008)
Direção:
Lexi Alexander
Roteiro: Nick Santora, Art Marcum, Matt Holloway
Elenco: Ray Stevenson, Dominic West, Doug Hutchison, Colin Salmon, Wayne Knight, Dash Mihok, Julie Benz, Mark Camacho
(Ação, 103 minutos)

Disponibilidade | Já nas locadoras.

Publicado por: Wally | Sábado, Julho 4, 2009

Brilhos Eternos #8

 tema: BIOGRAFIAS

001
BONNIE E CLYDE (Matheus R.)

002
MARIA ANTONIETA (Marcel)

003
OS BONS COMPANHEIROS (Marcel)

004
A QUEDA – AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER (Matheus R.)

005
A PAIXÃO DE CRISTO (Vinícius P.)

006
2 FILHOS DE FRANCISCO (Jeff)

007
CHAPLIN (Marcel)

008
O AVIADOR (Marcel)

009
RAY (Helio)

010
ALEXANDRE (Matheus R.)

Publicado por: Wally | Quinta-Feira, Julho 2, 2009

Autópsia de um Crime

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Ted Grey é um promissor e talentoso médico que, após formar, embarca em um programa renomado de patologia que o coloca frente a frente à elite. Metido em um grupo de médicos elitizados e jovens, Ted logo começa a perceber que as atividades dos jovens vão muito além da mera autópsia, levando a paixão por cadáveres além dos limites. Logo instigado pelos jogos psicológicos e macabros do grupo, Ted começa a perder o equilíbrio.

Um daqueles exercícios irrefutavelmente abstratos do gênero, “Autópsia de um Crime” é do típo de suspense que tinha em mãos tudo para ser um pequena pérola. Roteirizado pelos loucos escritores de “Adrenalina”, o filme assume um tom de filme-B assim que começa a intercalar sexo com violência em medidas pesadas, automaticamente remetendo ao cinema do exploitation que, enraizado no cinema trash, se traduz como a exploração de temas vulgares com certo grau de sensacionalismo e exagero. Filmes do sub-gênero costumam ser de produção com baixa qualidade, e o clima aplicado à “Autópsia de um Crime” segue esta direção, se assumindo como um filme do típo. Mas quando um filme assume esta postura, ele precisa abraça-la completamente, o que “Autópsia de um Crime” não faz. O longa parece ficar em cima do muro, se decidindo se apela para o mero exploitation ou se assume ambições maiores de se tornar um filme sério e com algo a dizer sobre a condição humana. O que você tem após esse desequilíbrio é um promissor mas derrapante projeto que simplesmente não consegue acertar em seu tom.

Quando “Autópsia de um Crime” não apela para as pretensões de ser denso e psicológico, falhando copiosamente, ele tem bastante a se aproveitar. Instigante de início e curioso ao desenrolar envolvente de sua narrativa, o filme te fisga e choca com a quantidade de sexo e violência que intercala em medidas nada convencionais. Então ao lado de um cadáver recém dissecado, um certo casal despe e transa loucamente. É a síntese do que o filme é até ele fugir do exploitation para se tornar um thriller sério. A partir daí, começamos a nos importar mais pelo personagem principal (que se limita graças à performance restringida de Milo Ventimiglia). Decente em seus limites, Ventimiglia (Rocky Balboa) falha ao entregar a consistência que o projeto requeria para fazer valer sua intenções sérias. Então é ai que esse ato da história começa a desandar, e só recupera o fôlego mesmo ao seu clímax, que possui alguns twists que realmente são inesperados.

Até seu desfecho, é um filme com sérios problemas de personalidade. Marc Schölermann (em sua estréia) acerta na estética, no estilo e na junção de sexo e gore, mas apela demais em momentos que podem incomodar e outros que soam simplesmente desnecessários. Na verdade, o filme é fortemente contra-indicado para todos que não se simpatizam por um enredo que envolva, sem pudor, altas dosagens de sensualidade e excessos de violência. E, mesmo que esteja dentro de suas intenções, “Autópsia de um Crime” pode soar gratuito diversamente com sua visual explícito. O roteiro, por sua vez, maneja deixar o clima bem guilty pleasure na maior parte do tempo, bem como “Adrenalina” foi um prazer de culpa. Então é uma pena que o filme tenha ingressado em caminhos pretensiosos quando se dava bem em sendo descomprometido, já que boa parte das sub-tramas não funcionam.

No todo, um filme que guarda dignos elementos, algumas ótimas cenas e boas (para não dizer perversas) intenções, mas que acaba esquivando fora de rumo quando seu roteiro se enrola em suas intenções e a condução começa a aspirar glória demais. É preciso assumir alguma identidade, e o filme não parece localizar a sua, preso entre o cinema da década e o dos vulgares anos 60 e 70, o auge do exploitation. Torna-se uma recomendação (frívola) para os apoiadores mais hardcore do subgênero, e para aqueles que, vez ou outra, gostam de conferir algo refrescante. Ainda que não seja exatamente bom, “Autópsia de um Crime” almeja ser um sopro novo ao gênero. Uma pena que tenha sido tão falho e tristemente perdido em suas implicações e impressões.

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Pathology (2008)
Direção:
Marc Schölermann
Roteiro: Mark Neveldine, Brian Taylor
Elenco: Milo Ventimiglia, Michael Weston, Alyssa Milano, Lauren Lee Smith, Johnny Whitworth, John de Lancie, Mei Melançon, Keir O’Donnell, Dan Callahan
(Suspense, 95 minutos)

Disponibilidade | Já nas locadoras.

Publicado por: Wally | Quarta-feira, Julho 1, 2009

Fechamento do Mês de Junho/09

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01.O Exterminador do Futuro 2 – Julgamento Final (James Cameron, 1991)*
02.O Curioso Caso de Benjamin Button
(David Fincher, 2008)*
03.Quem Quer Ser um Milionário?
(Danny Boyle, 2008)*
04.O Exterminador do Futuro (James Cameron, 1984)*

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05.Os Reis do Iê Iê Iê (Richard Lester, 1964)
06.O Dia em que a Terra Parou
(Robert Wise, 1951)
07.Joy Division
(Grant Gee, 2007)
08.Jornada nas Estrelas – Primeiro Contato
(Jonathan Frakes, 1996)
09.O Menino do Pijama Listrado
(Mark Herman, 2008)
10.Quando Você Viu Seu Pai pela Última Vez?
(Anand Tucker, 2007)
11.Operação Valquíria
(Bryan Singer, 2008)
12.Amor pra Cachorro
(Mike White, 2007)
13.O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas (Jonathan Mostow, 2003)*

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14.O Espião (Kari Skogland, 2008)
15.A Era do Gelo 3
(Carlos Saldanha, 2009)
16.Pagando Bem, que Mal Tem?
(Kevin Smith, 2008)
17.O Exterminador do Futuro – A Salvação
(McG, 2009)
18.O Aborto dos Outros
(Carla Gallo, 2008)
19.Ele Não Está Tão Afim de Você
(Ken Kwapis, 2009)
20.O Efeito da Fúria
(Rowan Woods, 2008)
21.Passageiros
(Rodrigo García, 2008)
22.Jornada nas Estrelas – Generations (David Carson, 1994)

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23.Se Eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006)*
24.Perdido pra Cachorro
(Raja Gosnell, 2008)
25.Se Eu Fosse Você 2
(Daniel Filho, 2009)
26.Dia dos Namorados Macabro (Patrick Lussier, 2009)

→ 6 revisões (*)
→ 0 sugestões conferidas
→ 7.0 (média)

Sugestões…:

Pendentes: Entre Dois Amores (Weiner); Estamos Todos Bem (Ygor); O Homem das Estrelas (Ygor); Perseguidor Implacável (Otavio); O Expresso da Meia-Noite (Otavio); O Dorminhoco (Luis); Desconstruindo Harry (Pedro); Arizona Nunca Mais (Pedro); Dez (Hélio); Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (Luis); Interiores (Matheus); Procura-se Amy (Vinícius); Fuga de Nova York (João Paulo); O Oposto do Sexo (Marco); Manderlay (Alex); A Felicidade Não se Compra (Ibertson); À Beira da Loucura (João Paulo); Morangos Silvestres (Luis); Túmulo dos Vagalumes (Luciano); Jogos e Trapaças (Lucas); Quando Homens são Homens (Lucas); O Pagamento Final (Lucas); Scarface (Red Dust). [23 totais]

Cena do Mês
O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 – JULGAMENTO FINAL – “Desfecho”
(contém spoiler)

 

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