Publicado por: Wally | Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

Amigos, Amigos, Mulheres à Parte

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Tank tem uma infâme carreira de cupido. Mas um cupido politicamente incorreto. Quando os homens sofrem com seus respectívos relacionamentos e perdem suas mulheres eles contratam Tank, que as conquista e depois as leva para o pior encontro da vida delas, fazendo com que corram de volta pros braços do antigo relacionamento. Mas quando Tank é contratado pelo seu melhor amigo, ele se vê logo enlaçado pela irreverente Alexis, que não cai nos truques dele.

Eis aqui um exemplo de filme que perde todas as oportunidades possíveis para ser realmente bom. No cenário geral, “Amigos, Amigos, Mulheres à Parte” – nome nacional execrável para um título original que é tudo menos original (mas que até faz sentido levando em conta sua origem, o que explicarei mais a frente) – é um filme muito comum. Quando o assitimos, sentimos o déjà vu, encontramos com o batido, desafiamos os clichés e aguentamos os infelizes estereótipos. Mas nesse cenário medíocre, existem idéias bastante genuínas que, infelizmente, foram muito má exploradas. A trilha funciona (muito bem), o personagem principal tem um lado muito interessante e o final quase que não é tão previsível quanto esperamos, contendo algumas boas sacadas mas finalmente caindo no lugar comum. Como todo o resto que possui idéias divagantes, estilo, mas uma péssima auto-confiança. Só isso para explicar as quedas de decência que ocorrem durante a sessão.

A falta de decência, porém, nunca chega ao estado lastimável a qual fomos submetidos no filme anterior protagonizado por Dane Cook, o repugnantemente horrível Maldita Sorte, comédia de um mal gosto tremendo. Perto daquela “comédia”, este novo filme de Cook parece até uma obra-prima. Mas como não medimos os filmes conforme as tragédias infelizes que nos atormentam a todo ano, não tem como não guardar certo rancor pelos momentos excedentes de próprio mal gosto de “Amigos, Amigos, Mulheres à Parte”, que consegue se recuperar pelos seus momentos isolados divertidos, como uma montagem bastante divertida dos 10 ataques mortíferos do personagem de Cook numa festa (repetindo o que foi feito no início), ajudado ainda pela canção de The Cars, “My Best Friend’s Girl” que, sim, inspirou o título original do filme. Alias, a canção – ou o ínicio dela – toca diversamente durante o filme. Esses bons momentos garantem uma falta de frustração. Mas não garantem um filme bom.

Enquanto o personagem de Jason Biggs (Nem por Cima do Meu Cadáver) se revela dos mais irritantes e chatos, fazendo um típo bem batido e sem o charme que precisava empregar ao papel, Dane Cook é ele mesmo, mas bola uma química bem legal com Kate Hudson (Um Amor de Tesouro). A dupla funciona diversamente, como numa cena envolvendo os peitos dela e bunda dele que soou genuinamento bem humorada. É o máximo de elogios que podemos a empregar à um filme porém, que abusa e usa de não só todos os elementos narrativos básicos de um filme do gênero (raras as exceções, já mencionadas), mas costuma abusar muito de nossa própria paciência – e inteligência – em aguentar certas piadas, grosserias ou mesmo personagens demasiadamente bobos. Como o próprio Alec Baldwin (Madagascar 2), que até consegue fazer rir às vezes mas, à parte da conexão interessante com a qual mantém com seu filho (Cook) – é um personagem extremamente idiota.

O filme está acima de muita merda do gênero lançada por esses tempos, mas também não tem o que oferecer que o divage do território da escória mal sucedida lançada em overdose pela cidade dos sonhos. Os bons momentos são poucos demais, as boas intenções são sobrecarregadas pelas más (e são muitas) e Hudson não consegue fazer muito com sua personagem bem unidimensional. Leve, bem humorado e bobo divertimento é bastante bem-vindo. Contanto que realmente divirta e faça rir, cumprindo seus objetivos claros e fundamentais. “Amigos, Amigos, Mulheres à Parte” falha demais nesses aspectos para conseguir ser recomendável. É apenas um filme que se esquiva da tragédia, mas nem por isso merece atenção especial. Procurem a música de The Cars que o entretenimento será bem mais garantido. E deixem que Dane Cook aprenda o que é realmente comédia. Um termo que – surpreendentemente pra ele – não é sinônimo de desgosto.

Nota: 5,0

My Best Friend’s Girl (2008)
Direção:
Howard Deutch
Roteiro: Jordan Cahan
Elenco: Dane Cook, Kate Hudson, Jason Biggs, Alec Baldwin, Diora Baird, Lizzy Chaplan, Riki Lindhome, Mini Anden, Nate Torrence
(Comédia, 101 minutos)


Responses

  1. A Kate Hudson é uma gracinha, mas na verdade não entendo como ela sempre acaba se envolvendo com esse tipo de filme. Espero que “Nine” dê um jeito na sua carreira! O elenco é interessante (pena que Baldwin quase nunca acerte no cinema também), mas acho que passarei esse!

  2. Filme com cara de bomba. O elenco é fraco e a história hiper batida, e parece que o diretor não consegue inová-la.

    Abraço!

  3. Wally, ainda não vi este filme, mas, depois das mensagens não animadoras do pessoal, verei quando passar na TV, rsrsrs. E, acho que a Kate Hudson precisa urgente de um novo agente. rsrsrs.

    Beijos!

  4. Nossa, depois dos comentário me decepcionei, e desisti de assistir, se eu resolver ver o longa com certeza vou com menos sede a pote.

    bjus


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