Publicado por: Wally | Sexta-feira, Novembro 21, 2008

Um Amor de Tesouro

Prestes a se separarem, o casal problemático de Benjamin e Tess acabam por se cruzar quando Benjamin se mete em encrencas e acaba por descobrir uma nova pista para um tesouro, fazendo renascer em ambos um desejo em comum e os levando de volta aos mares, á aventura e ao romance.

A nova tentativa de parceria da dupla que nos entregou há alguns anos o simpático e cômico “Como Perder um Homem em 10 Dias” consiste em mais de 110 minutos e é de se espantar que o filme atinja seu fôlego apenas nos últimos 30. Até lá, são incansáveis 80 minutos de piadas mal colocadas, clichés que doem à cabeça e uma trama previsível até a alma. O charme do filme teria residido na dupla, que bolou ótima química no filme antecessor, mas aqui eles perdem as faíscas e o bom humor contagiante. Matthre McConaughey (Somos Marshall) não é um ator que me agrada e Kate Hudson (Dois é Bom, Três é Demais) está decepcionantemente comum. Ambos não conferem o que teria dado um embalo necessário ao filme desnecessariamente longo de Andy Tennant (Hitch – Conselheiro Amoroso). Se for para fazer um filme descompromissado, divertido e leve, que o faça com menos de 100 minutos e nos poupe o esforço triste que ter que aturar camadas após camadas de mediocridade, tolice e personagens que oscilam entre o aceitável, o triste e o irritante.

Há três anos foi lançado “Mergulho Radical”, filme de trama parecida com belos atores (falo de textura, claro) e busca de tesouro pelos mares e belas paisagens. Eis aí um filme altamente criticado, mas que não se levava a sério em momento algum. Possuía quase a mesma duração, mas a enchia de diversão pura. Falhado? Sem dúvida alguma, mas consciente disso. Já “Um Amor de Tesouro” acha que tem o que dizer e acha que é entretenimento o suficiente para poder passar 80 minutos dependendo de excessos descartáveis, um personagem terrivelmente chato de McCounaghey e muitos diálogos irrelevantes. Por isso, quando o clímax chega, que por sua vez é bem eficiente, cheio de agilidade e diversão, já estamos tão desgastados que dificilmente encontramos ânimo para apreciá-lo adequadamente. O que vale então é tentar se confortar e se deixar levar pelas paisagens maravilhosas e trilha sonora até bastante genuína, incluindo várias canções do querido Bob Marley.

O que o filme não se dá conta é de que o que havia atingido com o clímax deveria ter sido mantido até o término total da fita. Mas a impressão que nos deixa com seu desfecho é de pura revolta e ânsia de vomito, em um momento tão simplório, previsível e besta que te faz ranger os dentes e ficar até envergonhado. Aquele tipo de final que só falta mesmo todo mundo dar as mãos e começar a cantar uma musica alegre. Felizmente, os roteiristas sem criatividade do longa não tiveram essa (falta de) capacidade e nos deixaram dormir com menos pesadelos e menos revoltados. E o filme é continuamente isso: cenas que oscilam entre o divertido e o incômodo, a agilidade e o maçante, o escapismo e o humor furado. Com ênfase, claro, no incômodo, no maçante e nos furos.

No fim de tudo, é mais um mero produto. O visual é bem caprichado, com uma bela fotografia para capturar as memoráveis paisagens e efeitos especiais breves, mas admiráveis, no clímax cheio de ação. Fatores estes que costumam manipular muito facilmente o espectador mais leigo. O problema mesmo é que não se deram conta do que tinham em mãos. Que era, na realidade, um pacote divertido estendido à exaustão até se tornar tudo menos entretenimento rentável de verdade. Momentos se salvam, mas o que predomina é a sensação de cansaço e impaciência. Você se sente subestimado e submisso, os toques de charme são tão espalhados e inconseqüentes que não atingem o eficiente, e quando chega ao fim, percebe que realmente não valeram a pena às quase duas horas gastas com uma fita tão descartável quanto bobinha. Os atores em sí também não oferecem diversão. McCouhnaghey e Hudson estão sempre arrumando desculpas para tirarem a roupa e Donald Sutherland deveria ter vergonha na cara. É opção para últimos casos. Até para aqueles que buscam meramente entretenimento, o filme encontra furos em sua proposta.

Nota: 4,5

Fool’s Gold (2008)
Direção:
Andy Tennant
Roteiro: John Claflin, Daniel Zelman, Andy Tennant
Elenco: Matthew McConaughey, Kate Hudson, Donald Sutherland, Alexis Dziena, Ewen Bremner, Ray Winstone, Kevin Hart
[Aventura, 113 minutos]


Responses

  1. A Kate Hudson é linda, mas ainda não me animei a ver esse filme.

    Abs!

  2. Assim como Otavio, também não me animei. Gosto de Hudson… mas desde Quase Famosos ela não me surpreende.

    Bom fds!

  3. O filme é bobinho e só
    Não tem nada de profundo … mas a quimica dos dois é o que sustenta o fime …

  4. Que filme horrível e repugnante! Eu já não acho a Kate Hudson tão boa atriz assim.

    Abraço!

  5. Quando assisti a este filme, também notei o paralelo com “Mergulho Radical” e acho, inclusive, que este “Um Amor de Tesouro” é um filme bem melhor que o longa com Jessica Alba e Paul Walker!

    O que eu mais gostei neste filme é que ele não se leva a sério e aposta numa mistura bem-sucedida de aventura com romance e comédia. Kate Hudson e Matthew McConaughey possuem uma boa química e eu ri HORRORES com a atriz que interpreta a filha do personagem do Donald Sutherland!

    Bom final de semana!

  6. “McCouhnaghey e Hudson estão sempre arrumando desculpas para tirarem a roupa e Donald Sutherland deveria ter vergonha na cara”, hahahaha, adorei! É bem isso mesmo, e nem preciso ver o filme para confirmar isso. Não entendo essa carreira de comédias bobas da Kate Hudson, espero que ela participe de algo decente com o musical “Nine”.

  7. O que Donald Sutherland está fazendo nesse treco?!?
    Sério, Wally, vi o trailer umas 5 vezes no cinema e não há filme na Terra que pareça mais genérico e sem-graça. Não vi e já concordo com sua opinião!

    Incrível como dão tanta grana para esse diretor Tennant.

  8. Pavor da dobradinha Hudson-McConaughey. Funcionou uma vez, pronto, tchau!

  9. Filme bobão americano. Mas é um entretenimento.

  10. […] empregar ao papel, Dane Cook é ele mesmo, mas bola uma química bem legal com Kate Hudson (Um Amor de Tesouro). A dupla funciona diversamente, como numa cena envolvendo os peitos dela e bunda dele que soou […]

  11. Gente, eu estou maluca para ter acesso as musicas do filme, procurei muito achei m um site da uol, mas… como não conheço o titulo da musica fica impossivel saber e colocando no you tube as musicas dificilmente são encontradas! ME AJUDEEEMMM!


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: