Publicado por: Wally | Segunda-feira, Julho 28, 2008

Vestida para Casar


Mesmo vestido, cor diferente

Impulsiva quando o assunto é casamento, Jane não resiste em ajudar suas amigas quando chega a hora delas de andar no altar, o que resultou em sua aparição como dama de honra em nada menos que 27 casamentos. Quando sua irmã mais nova volta à sua vida, Jane vê sua última chance de vestir branco ir por água abaixo, quando sua irmã e seu patrão se apaixonam.

A mais nova comédia romântica estrelada pela sempre carismática e talentosa Katherine Heigl prega uma peça na audiência, ao entregar uma nova roupagem à um enredo típico do gênero. Apesar das novas idéias e narrativa bem diferente, o filme apresenta mesmo aqueles típicos elementos clichês e os esteriótipos que marcam o gênero. Mas, o filme também possui um tremendo charme. Cativa a audiência instântaneamente e entrega várias cenas que cumprem o papel de fazer rir de uma forma eficiente, vide seu início inspirado e completamente divertido. O filme pode começar bem melhor do que ele termina, momento onde ja estamos indo ladeira a baixo no usual, mas ainda satisfaz quem procura ao menos um pouco de doce, inofensivo divertimento. Nesse sentido, é um admirável exercício no gênero, mesmo que um dispensável.

Acredito que a grande alma por trás do filme seja mesmo o talento contundente de Heigl, que consegue transformar uma personagem tão batida em uma pessoa com a qual criamos um afeto rapidamente. É o poder do charme e a overdose de carima. Esta é uma atriz que sabe o que faz. E ainda rola química entre ela com todos os outros do elenco. James Marsden está inesperadamente divertido e Malin Akerman oferece um tom admirável à sua personagem (parecido com o que havia realizado em “Antes Só do que Mal Casado”). Judy Greer que se apresenta com uma personagem bem indesejável e Edward Burns não empolga. Mesmo assim, é visível o quanto o elenco conseguiu adicionar mais dinamismo ao filme quando este parecia estar mais seguindo formulas. O interessante é que a roteirista tenta mesmo disfarçar mudando a roupagem, mas basta olhar um pouco mais de perto para perceber qual será o final de tudo.

A diretora é a do fraquíssimo “Ela Dança, Eu Danço”, um filme que tirava proveito do visual e fracassava com seu roteiro formuláico e bobo. Fletcher está mais segura na direção aqui e mais madura quando trata-se de manipular sentimentos, sem contar algumas sequências inspiradas (vide a montagem inicial dos dois casamentos com a viagem de taxi), mas ainda precisa dar uma polida justamente na forma tão batida que costuma abordar certos personagens e momentos. Isso é chave quando possui-se apenas um roteiro regular sem grandes atrativos. É aquela história bonitinha e engraçadinha, que não surpreende em momento algum e pode até incomodar pela duração esticada e algumas piadas fora de lugar. Ao menos Fletcher e a roteirista Aline Brosh McKenna (que adaptou “O Diabo Veste Prada”) sabem o material frágil que reside em suas mãos e tentam o possível para que a nova roupagem caia bem. E na maior parte do tempo, o filme atinge ondas de estilo e inspiração que compensam a sessão.

Embalado por uma trilha sonora admirável, bom visual e uma protagonista extremamente talentosa e cheia de presença, “Vestida para Casar” funciona onde poderíamos achar que iria decepcionar, mas só porque foi investido charme e estilo nele o suficiente para disfarçar seus tiques e falhas. A verdade é que por dentro, o filme é uma bagunça. Ele é apenas um grande eco de tantos outros filmes de noivas, damas de honra e amores perdidos e encontrados que já deram tanto as caras no cinema. O filme nunca chega a passar do assistível, mas também merece ser prezado por não subestimar nossa inteligência e construir bem seus personagens, mesmo que esses sejam tão familiares. Então o filme atinge o eqüilibrio e portanto, merece ser recomendado, especialmente se for no descompromisso total. Principalmente para aquelas mulheres que sonham tanto em usar um vestido branco no altar. O filme dialoga bem com esse seu público alvo. E por isso, ele merece algum crédito.

27 Dresses (2008)
Direção:
Anne Fletcher
Roteiro: Aline Brosh McKenna
Elenco: Katherine Heigl, James Marsden, Malin Akerman, Edward Burns, Judy Greer, Melora Hardin, Brian Kerwin, Michael Ziegfied
[Comédia, 111 minutos]


Responses

  1. Lembro-me que na época que estava no cinema “Sangue Negro” teve sua estréia junto e eu optei por esse último. Não assisti “Vestida para Casar”. Gosto do trabalho de Katherine Heigl (Tanto em “Grey’s Anatomy” quanto no filme “Ligeiramente Grávidos”) vou alugá-lo em breve para vê-lo.

    Abraço!

  2. Sim, sem dúvida é muito parecido com uma dezena de outras comédias do gênero (especialmente as que envolvem tal assunto, já que até tem uma cena de cantoria que lembra “O Casamento do Meu Melhor Amigo”), mas também me diverti horrores no cinema. Abraço!

  3. “Vestida para Casar” é uma boa comédia romântica, que funciona naquela hora que a gente assiste ao filme. Adorei ver o James Marsden tendo um final feliz depois de sempre ser o mocinho preterido e acho que a Katherine Heigl veio para preencher uma lacuna que existe no cinema atual, afinal, desde Meg Ryan, não tínhamos uma heroína do gênero de comédias românticas com talento e carisma.

  4. Tenho até vontade de ver esse filme, assim como o Diabo Veste Prada! Abraço!

  5. Ótima comédia romântica!

    Funciona muito bem, tbm adorei a trilha sonora, e Katherine Heigl é uma das mais promissoras atrizes atualmente.

    Abraço!

  6. ótimo filme, naum perdi tempo e logo qduh lanço no cine eu ja assisti!!
    Bom msm!!

    bom to começanuh agora um blog tbm, sobre filmes – http://www.talkcine.blogspot.com
    c puder da uma passada lah!!

  7. Ainda não vi esse filme. Até tinha baixado, mas fiquei sem tempo e dei prioridade pros seriados ultimamente. Mas gosto bastante da Heigl!

  8. Oi… Nossa eu adorei o filme. vi na semana passada e achei maravilhoso! Gostei muito, confess que nao estava tao ancioso por nao gostar tanto do trbalho de Katherine Heigl, mas achei que ela fez um bom trabalho no filme!

  9. Não adianta… eu não consigo perder o meu tempo com comédias românticas. Acho o clima tão “novela da globo” que ando saturado. Pra você ter uma idéia, a última comédia que eu vi foi Juno (e ainda assim mais pelo lado dramático da película do que pelas tiradas cômicas).

    Discutir mídia e cultura (Meu outro blog):
    http://robertoqueiroz.wordpress.com

  10. Eu gosto de assistir esse tipo de filme. Mas não gostei de 27 Dresses. Foi totalmente diferente do que eu pensava. Além de ter uma das piores montagens que já vi.

  11. Na minha ultima visita ao seu blog, Wally, os filmes mais recentes só tinha cotações “Ruins ou trágicos” e fico surpreso em aparecer “Vestida para casa” para “salvar” essa safra de filmes ruins.

    Um Ab.!

  12. Dos filmes atuais deste gênero… são raros os que se salvam… e fiquei com muito mais trauma após muita gente elogiar P.S Eu Te Amo e quando eu fui assistir.. que ridículo.. detestei..

    vlws

  13. Sério que é bom. Eu não acreditei nessa possibilidade, por isso deixei passar… Vou ver se alugo.

  14. Vixi! Que coincidência! Também postei sobre o filme lá no blog. Mas não gostei como você. Só tenho elogios, no entanto, para a Katherine Heigl.

    Abs!

  15. ♦Rafael sua escolha foi certeira. Também deixei de ver “Vestida para Casar” nos cinemas por motivos iguais. E Heigl foi o principal propulsor a me fazer vê-lo.

    ♦Vinicius o filme diverte mesmo, ainda que seja mesmo bem batido.

    ♦Kamila é boa sim, e realmente é esquecida após seu fim. Gostei dos atores citados por você no filme e seus personagens. Realmente Heigl tem muito carisma e talento.

    ♦Robson o filme é legal. Já “O Diabo Veste Prada” é muito bom.

    ♦Arthur uma boa comédia mesmo e Heigl só está cativando mais e mais.

    ♦Pedro eu deixei para o DVD mesmo. E passarei no blog hoje!

    ♦Louis o filme não merece nenhum sacrifício. Mas é bom, principalmente por causa de Heigl.

    ♦Lucas ao contrário de você, sempre amei Heigl e na verdade o filme cumpriu minhas expectátivas: batido, mas legal.

    ♦Roberto te entendo. Juno foi algo mais original mesmo. Eu indico as comédias nas quais Judd Apatow dirige, roteriza ou produz. Valem a pena.

    ♦Pedro H. o filme me agradou, mas é bem visível mesmo que ele possue bastante falhas.

    ♦Alyson antes de “Vestida para Casar” resenhei o bem melhor “A Família Savage”. É bom sair da colheita maldita.

    ♦Sérgio o problema de “P.S. Eu Te Amo” foi a febre. Eu confesso que achei o filme legal, mas realmente o hype sobre ele teve certo exagero.

    ♦Cecília o filme é legal. Veja com descompromisso e se divirta.

    ♦Otavio li sua crítica e comento depois. Heigl é a melhor coisa do filme mesmo, que é realmente comum demais. Porém, me divertiu um pouco.

  16. Bonzinho, mas clichês.

    Nota: 7.0

  17. ♦Luis verdade. Minha nota é 6,0.

  18. […] do elenco. Todos muito competentes. Talvez a única decepção esteja reservada à Malin Akerman (Vestida para Casar), que pouco convence apesar das curvas. Já seu par, Patrick Wilson (O Vizinho), exibe novamente […]


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