Publicado por: Wally | Sábado, Outubro 27, 2007

Os últimos vistos em DVD

image2.jpgRomeu & Julieta 4 Stars

A mais grandiosa história de amor que o mundo já conheceu teve uma admirável e incrível adaptação nesse filme de Franco Zeffirelli, que adapta o romance trágicamente belo de William Shakespeare com fidelidade e maestria. É uma transposição de livro para as telas literal, nunca cometendo o pecado da infidelidade, transpondo tanto os personagens, quanto os diálogos, da forma que Shakespeare os escreveu. Zeffirelli fez uma competente escolha. Acredito que grande parte do mérito do filme merece ir à Shakespeare, obviamente, que assina essa lindíssima e dolorosa história que termina com um final dos mais trágicos e emblemáticos. É puro romance e é um conto de várias camadas, nas quais encontramos personagens fortes, dos quais ganham contornos ainda mais elegantes e realistas nas mãos de Zeffirelli. Ele dirige maravilhosamente seu elenco, todos impecáveis, mas com destaque para a jovem dupla de atores que fazem Romeu e Julieta, eles estão sensacionais, fiquei realmente impressionado. Os valores técnicos e visuais (para os padrões da época claro), também merecem elogio e apesar de não haver ousadia por parte do diretor, acredito que o resultado tenha sido um filme que não só faz jus á história, mas a deixa ainda mais memorável e forte, já que precisamos de filmes emocionantes e belos assim no cinema. Zeffirelli merece meu total respeito.
de Franco Zeffirelli. com Leonard Whiting, Olivia Hussey, John McEnery e Michael York. Romance, 138 minutos [Romeo and Juliet, 1968] Vencedor de 2 Oscar; Indicado a 2.
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romeo_juliet_1996_1200_l3.jpgRomeu + Julieta 4 Stars

28 anos após ser adaptado para os cinemas nas mãos de Franco Zeffirelli com maestria, fidelidade e equilibrio, o conto romântico e trágico de Shakespeare ganha nova vida e fôlego nas mãos ousadas de Baz Luhrmann, sendo ousadia a palavra chave. De início ao fim, parece que o filme vai explodir na tela, sensacional e grandioso, é um espetáculo audaz e ousado que coloca a dupla de apaixonados no século XX, um tempo moderno onde as espadas são substítuidas por armas e as famílias rivais são grandes empresas na cidade. Baz mantém os diálogos originais de Shakespeare, não os modificando e tal escolha prova sendo ainda mais valiosa, já que o filme nunca desrespeita o valor inestimável da obra original, mas se mantém livre para fazer releituras diferentes e inspiradas. Baz cria um visual tremendo e belíssimo, incluindo direção de arte espetácular, mas o mais digno de aplausos é a trilha sonora, provavelmente uma das melhores do cinema, incluindo canções compostas originalmente para o filme, como a final, de Radiohead. Leonardo DiCpario e Claire Danes não decepcionam e apesar de inferiores à dupla do filme de 1968, estão muito bem e produzem ótima química. Ousadia é um fator que admiro muito no cinema e o fato de estar presente a cada plano de Romeu + Julieta só me faz admirar mais e mais o filme, que surpreende, nunca se tornando artificial ou exagerado, mas sim, cheio de vida, emoção e paixão. Shakespeare não teria se remexido no túmulo, mas teria abrido um grande e largo sorriso. Seu romance está mais vivo do que nunca.
de Baz Luhrmann. com Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo e Harold Perrineau. Romance, 120 minutos [Romeo + Juliet, 1996] Indicado ao Oscar.
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163084.jpgPossuídos 4 Stars

Eis aqui um filme intenso, cru, forte e impressionante. Após inúmeros outros filmes menores, aquele brilhante diretor do aterrorizante O Exorcista parece ter encontrado seu retorno triunfante com Possuídos (ignorem este nome nacional absurdo e adotem o nome original, cuja tradução literal seria Inseto), um filme de poder inestimável e uma carga emocional pesadíssima. Mas não é somente Friedkin que parece encarar seu grande retorno, como também Ashley Judd, desaparecida há algum tempo, fazendo filmes medianos e fracos. Apesar de ainda achar a direção de Friedkin em O Exorcista imbatível, fiquei surpreso com sua competência em conduzir Possuídos, cuja duração de 102 minutos consiste em pelo menos uma hora de puro diálogo e construção de personagem, do qual o roteiro administra muito bem. A questão é que não há ninguém possuído nesse filme, pois a questão aqui é a paranóia, a loucura. Friedkin cria um ambiente claustrofóbico no quarto de motel da personagem de Judd e leva a audiência à um mundo completamente novo, do qual reside dentro da cabeça da dupla de personagens principais. Mesmo que todos do curto elenco satisfazem, fiquei especialmente impressionado com a fantástica performance de Ashley Judd, que na minha modesta opinião, merece ser indicada ao Oscar. O filme praticamente todo se inclina sobre a capacidade emocional e psicológica de Judd como atriz e o filme se revela sendo extremamente denso e um verdadeiro suspense psicológico, do típo não exatamente tenso, mas do típo que fascina, intriga e te deixa pasmo. Os diálogos são muito bem escritos e tudo no filme parece funcionar muito bem. Apesar de ter um pressentimento de que o roteiro poderia ter amarrado tudo um pouquinho melhor no clímax, acredito que Friedkin realizou um soberbo trabalho e fico extremamente orgulhoso em dizer que Possuídos foi uma das maiores surpresas do ano.
de William Friedkin. com Ashley Judd, Michael Shannon, Harry Connick Jr. e Lynn Collins. Drama, 102 minutos [Bug, 2006]
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onibus_174_012.jpgÔnibus 174 4 Stars

Se não fosse por esse documentário excelente, o Brasil, e o cinema, não teriam visto a obra-prima chamada Tropa de Elite, atualmente um dos melhores filmes deste ano. A questão é que a idéia de fazer um filme acerca do Bope nasceu de Ônibus 174, que traça a tragédia do Rio de Janeiro no ano de 2000, quando um ônibus foi assaltado no meio da cidade, resultando na morte de uma refém e, logo depois, do assaltante pela polícia. Padilha possui a intenção de entregar uma face para o assaltante. Seu nome foi Sandro do Nascimento, nasceu na miséria do Rio e sofreu como muitos outros Sandros devem ter sofrido e ainda sofrem. A questão não é sentir pena por ele, mas sim, justificar seus atos em um país onde é a própria sociedade que molda pessoas como ele que em um certo dia, acabou numa tragédia que refletia toda a sua vida, desde o momento que presenciou a morte sofrível de sua mãe, até seus vários assaltos e seu encontro com as drogas. Sandro foi invisível para a sociedade até entrar no ônibus. Mais importante, o filme questiona a falta de equilibrio e a incompetência da polícia brasileira, que poderia ter evitado as duas mortes no final da noite. A maioria das pessoas da sociedade danificada e fraca do Brasil obviamente enxergam em Sandro o esteriótipo de assassino que merecia ter morrido, mas Ônibus 174 chega para mostrar que as coisas não são simples assim e a polícia pode ter matado Sandro injustiçadamente, mas foi a sociedade que levou ele à situação extrema e fatal. Um documentário muito importante e relevante, bem editado e construído, assombroso e meticuloso. Faz um par perfeito com Tropa de Elite.
de José Padilha. Documentário, 122 minutos [idem, 2002]
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122023.jpgA Outra Face da Raiva 4 Stars

Uma grande revelação por parte de Mike Binder, este é um simpático, adorável e contagiante drama que esconde boas risadas, elenco excelente e personagens como poucos. Seu ponto mais forte se encontra neles, em seus diálogos, suas nuances, suas personalidades. Binder faz com que aprendemos a adorar seus personagens, mesmo que estes estão a todo tempo discutindo, com raiva um do outro e sofrendo. Seu roteiro original mescla bem drama com humor negro na medida certa e insere um twist valioso ao final da sessão que deixa tudo ainda mais admirável. De certa forma, Joan Allen, impecável no papel principal, é o verdadeiro triunfo do filme, uma performance infelizmente esquecida nas premiações mas que merecia ter sido lembrado, já que está estupenda. Kevin Costner não faz mal, alias, adorei sua atuação contida e carismática, realmente ótimo. O resto do elenco feminino também não decepciona, mas o destaque merece ir à deslumbrante Evan Rachel Wood, incrível jovem atriz perfeita no papel. É sua personagem a chave da história, mas só percebemos isso no final, com seu monólogo efficiente e memorável que resume todo o filme em poucas frases. Sem dúvida, imperdível e necessário, um leve filme que esconde valores raros no cinema.
de Mike Binder. com Joan Allen, Kevin Costner, Evan Rachel Wood e Keri Russell. Drama, 118 minutos [The Upside of Anger, 2005] ®
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dsc0161923.jpgBatismo de Sangue 4 Stars

Mais um belo e memorável filme brasileiro que acabou surpreendendo, Batismo de Sangue é um longa de tema forte, apesar de já percorrido diversas pelo cinema nacional. A chave do filme é focar nos sentimentos particulares de um só homem que sofreu horrores sob a tortura e a pressão durante a ditadura militar, momento onde apoiava o comunismo. Não é nem tanto seus sofrimento durante as torturas, mas o que tais sessões marcaram nele até sua morte. Um filme extremamente bem fotografado e editado, foi muito bem dirigido por Helvécio Ratton, que decide focar mais nos personagens do que na política e polêmica da época, mesmo que tais elementos sejam inevitáveis na trama. Os atores também merecem menção especial, principalmente Caio Blat, ator pelo qual nunca simpatizei mas que se revela mais que competente, superando, em tela, o ótimo Daniel de Oliveira. Grande parte do filme pertence à Blat, mas é impossível ignorar os elementos cruciais e valiosos do roteiro minuciosamente detalhado, construído com competência verossimilhança. Se você está cansado do tema, talvez não seja a opção mais correta, mas acredito ser impossível não reconhecer os valores do longa e sua habilidade de te tocar, principalmente quando chega o ato final. Muito bom.
de Helvécio Ratton. com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Orlando Orube e Marku Ribas. Drama, 110 minutos [idem, 2006]
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photo_10_hires23.jpgReine Sobre Mim 3 Stars

Infelizmente, após A Outra Face da Raiva, Mike Binder parece não ter se concretizado como o diretor/roterista promissor que havia revelado. Recentemente teve um filme lançado diretamente em DVD fraco chamado Um Cara Quase Perfeito, com Ben Affleck, mas recupera-se com o bom, apesar de falhado, Reine Sobre Mim. Binder decide, como em A Outra Face da Raiva, inclinar o filme sobre as atuações e foi mais uma boa escolha. Ainda não consegui me simpatizar com Adam Sandler, ator que quer dar uma de Jim Carrey mas que na minha opinião, se revela um fiasco. Mesmo assim, é visível seu amadurecimento dramático em Reine Sobre Mim, mas é Don Cheadle quem acaba reinando, já que sua atuação é de longe a melhor coisa do filme, forte e memorável, ele toca em todas as notas certas, compondo um personagem muito interessante. Binder, porém, parece deixar seu simpático filme atingir certos níveis melancólicos demais e outros em que soa um pouco manipulador e forçado, mas há muita coisa boa a ser apreciada em seu roteiro. Primeiramente, foi corajoso em abordar os sentimentos e o drama de um homem que sofre pelo pós 11 de Setembro e traça muito bem a força da amizade e a fraternidade. São pontos impossíveis de ignorar e que fazem o filme funcionar, sem contar um visual competente e uma trilha sonora excelente, com muitas canções sensacionais. Um bom filme que vale a pena  ver, merecia lançamento nos cinemas no Brasil.
de Mike Binder. com Don Cheadle, Adam Sandler, Liv Tyler e Jada Pinkett Smith. Drama, 124 minutos [Reign Over Me, 2007]
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huoyuanjia_552.jpgO Mestre das Armas 3 Stars

Apesar de falho, sofrendo uma parcela de problemas, acredito que o filme de Jet Li que ousa homenagear um homem emblemático e importante atingiu sua meta, criando uma bela homenagem, mesmo que certas falhas no roteiro sejam cruciais. Li ainda não é um bom ator dramático, mas é incrível testemunhar suas habilidades como lutador e ele parece ter sido a escolha mais que sensata para viver o personagem. O longa traça a vida de Huo Yuan Jia desde sua infância até seu fim honrado, no meio de tudo isso, cenas de ação bem coreografadas, incluindo um bom visual e boa trilha. O diretor Ronny Yu faz transparecer sua falta de experiência, mas o que ele peca, ele acaba compensando com belas sequências, dentre as quais podemos encontrar nos momentos onde o personagem Li se aventura em um mundo desconhecido e que muda sua vida. Infelizmente, a montagem danifica muito o filme em certos momentos, mas o fato é que consegue proporcionar o que promete, que é cenas de ação contundentes e uma homenagem válida e consistente à um homem que inspirou o próprio Jet Li a ser quem ele é hoje.
de Ronny Yu. com Jet Li, Shido Nakamura, Betty Sun e Yong Dong. Ação, 103 minutos [Huo Yuan Jia, 2006] ®
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fasttrack_012.jpgO Ex-Namorado da Minha Mulher 2 Stars

Os roteristas de Hollywood precisam urgentemente rever seus conceitos sobre o que é uma comédia. Parece que não sabem distinguir mais o que é engraçado, do que é irritante. Certas comédias frustram pelos seus vilões, mas em O Ex, isso é elevado ao quadrado, já que a raiva pelo personagem é tão grande que impossibilita qualquer senso de humor na audiência, fora que as piadas nem são engraçadas e nem ao menos originais, sendo extremamente batidas. Um ou outro momento de humor funciona, mas o filme em sí é muito falho. O que ajuda é o elenco. Zach Braff merecia muito mais, por exemplo, já que é um carismático e bom ator com timing cômico ótimo, mas se perde um pouco aqui ao lado do chato Jason Bateman e da charmosa Amanda Peet, que simplesmente não acerta mais em seus projetos, esse sendo sua segunda bomba do ano. Enfim, o divertimento é limitado demais e fica muito difícil de indicar o filme, mesmo que ao chegar o final você fica extremamente satisfeito ao saber que o cara que te irritou por mais ou menos 90 minutos acaba se ferrando, mas não vale a pena a frustração, já que a caminhada é pouco humorada e nada satisfatória. A única coisa realmente válida do filme é a participação pequena e hilária de Paul Rudd, numa ponta que supera o filme todo.
de Jesse Peretz. com Zach Braff, Jason Bateman, Amanda Peet e Mia Farrow. Comédia, 89 minutos [Fast Track, 2006]
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sem-titulo2.jpgConquista de Reis 1 Star

Decidi me arriscar com esse filme que chegou diretamente em DVD por aqui e preciso dizer que me arrependi profundamente. Peguei com a intenção de presenciar Peter O’Toole, extraordinário ator, roubando o filme. Me decepcionando, O’Toole aparece por – e não estou brincando – menos de 3 minutos, no início do filme. A questão é que o longa tem cansativos e arrastados 2 horas de filme, que me irritou muito, já que o filme é uma produção barata muito mal escrita, planejada e atuada. Parece não ter tido o mínimo cuidado, nem com produção, nem na direção, que entrega tudo muito sem vida e seco, pouco interessante, nada relevante e completamente desnecessário. Foi uma aula de história monótona e decepcionante, da qual me deu uma imensa vontade de domir no meio. Não recomendo, é arrastado, nu de emoção, ação ou elementos de entretenimento. Uma droga de filme.
de Michael O. Sajbel. com Tiffany Dupont, Luke Goss, John Rhys-Davies e Omar Sharif. Drama, 123 minutos [One Night with the King, 2006]
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®: revisto


Responses

  1. Só uma coisa: eu até hoje estou empactado com Onibus 174, cheguei a fazer um post sobre ele – se quiser dá uma olhada, acho que faz uns dois meses. É impressionante e aterrador.

  2. Adoro o Baz Luhrmann, mas odeio o “Romeu + Julieta” dele. Acho que o Leo e a Claire têm zero química. A única coisa que presta no filme é a trilha sonora.

    “Ônibus 174” é um verdadeiro filmaço. Perfeito para mostrar o despreparo da polícia e a formação de um elemento criminoso. É o decreto da falência do sistema policial e carcerário do Brasil.

    Adoro “A Outra Face da Raiva”. A primeira vez em que vemos a Joan Allen, que sempre interpreta tipos classudos, meio que descendo do salto. O elenco é maravilhoso e o único filme que o Kevin Costner fez que preste desde que voltou à carreira. E acho que a Allen deveria ter sido indicada ao Oscar pela sua performance neste filme.

    Eu gostei muito de “Batismo de Sangue”. Acho que o filme dá um novo olhar sob um tema batido como a ditadura. As cenas de tortura chocam, mas o que é mais impressionante é a luta dos freis. Atuações excelentes de Caio Blat e Daniel de Oliveira.

  3. Comecei a ver Romeu e Julieta, do Baz Luhrmann e parei, porque não gostei.

    [Possuídos]
    Difícil de se explicar e entender. Só vendo mesmo…
    NOTA: 8.0

    [A Outra Face da Raiva]
    Vale pela Joan Allen, que está impecável e merecia uma indicação ao Oscar, no lugar da Keira Kinghtley. De resto, achei o filme comum.
    NOTA: 8.0

  4. Vi apenas Romeu e Julieta original, o qual eu tenho, e Bug!
    Ambos excelente! Bug já foi mais que comentado por mim e por todos…só aprovo o que vc disse no texto!
    Os outros filmes tb preciso ver…
    O blog ta bacana, visual legal…bem editado!
    Abraço!
    Ah…se vc ainda não ta na comuna dos blogueiros cinéfilos:
    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34327998

  5. ahhhhhh…
    se puder, divulgue a comuna para os que ainda não a possui!
    xD
    abraço


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