Publicado por: Wally | Domingo, Setembro 30, 2007

Grindhouse

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Two against the world

Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, dois amigos e colaboradores há muito tkurt.JPGempo, deixaram de fazer apenas pontas, cenas e diálogos nos filme um do outro, desta vez, ambos se juntaram para revolucionarem Hollywood. Ou seria, homenagear Hollywood? De qualquer forma, Grindhouse, um especial dos diretores que coloca dois filmes pelo preço de um, tenta resgatar o sentimento e o prazer dos filmes grindhouse dos anos 60 e 70, trash e mal feitos. Apesar de serem completamente trash, os filmes de Tarantino e Rodriguez, principalmente o primeiro, estão longe de serem mal feitos, mas ambos diretores fazem um ótimo trabalho na hora de resgatar essa era. Apesar da fotografia do filme de Tarantino ser muito melhor e a montagem ser excepcional, é claro o fato de que ele tenta “sujar” muitas cenas, seja borrando a imagem, cortes bruscos e feios, como também um rolo que simplesmente acaba (e com isso ficamos sem o final da dança, uma pena), mas isso se torna ainda mais óbvio no segmento de Rodriguez, onde o senso de trash é muito mais elevado, a imagem muito mais pobre e os elementos realmente dignos de uma era sem recursos. Ao invés de incomodor, só ajuda na sensação, afinal, cinema não tem limites ou fronteiras, como certa pessoa já disse. A experiência como um todo é maravilhosa e digna de aplausos, foi um esforço colétivo mais que válido, super empolgante e recompensador. Não hesitaria na hora de conferir Grindhouse novamente. Durante a projeção de mais de três horas, somos presentiados não só com dois filmes, mas vários trailers falsos. Eli Roth, Simon Pegg e Rob Zombie são as mentes macabras por trás de esquisitos, mas geniais prévias, que são o cúmulo do trash e terror. Rodriguez também cria um, Machete, acabou realmente se concretizando como uma possibilidade.

rose.JPGPlaneta Terror

A primeira parte de Grindhouse pertence à Rodriguez e confesso que achei o segmento bem fraco considerando o filme de Tarantino. Rodriguez faz um trabalho digno ao resgatar os elementos trash, sua narrativa porém, segue sem muito planejamento e raciocínio. Claro, estamos falando de um filme de zumbi, completamente trash (nao posso deixar de ressaltar ainda mais), mas ajudaria se ele fosse mais coerente e sua experiência fosse mais satisfatória no sentido cinematográfica da palavra. Entretanto, é impossível resistir às muitas virtudes do longa. Além do bizarro humor empolgante, temos estilo de sobra, inspiração, ação, diversão e tudo como entretenimento funciona muito bem, fora o fato de ser bem pequeno, possuindo menos de 90 minutos. O elenco também ajuda, são vários atores excelentes, alguns muito conhecidos, outros não, em participações muito boas. A nostálgia é incrível.

À Prova de Morte

O verdadeiro delírio de Grindhouse, Tarantino prova mais uma vez por que é um mestre. Beirando duas horas de duração, seu filme é uma viajem alucinante e inesquecível pelo mundo nostalgico dos anos 60 e 70, misturados com elementos claramente contemporâneaos (alias, percebe-se um pouco disso em Planeta Terror também). É nesse segmento onde o prazer cinematográfico pode ser encontrado. A genialidade tarantiniana para diálogos, o brilhantismo da narrativa, os momentos antalógicos e os personagens efficientes e maravilhosamente arquitetados. O seu visual é maravilhoso, além das “sujeiras” serem bem colocadas, sofre mudanças de acordo com o clima do filme, incluindo um momento onde a tela simplesmente fica preta e branca e depois retorna novamente colorida, com cores vivas e irresistíveis. Além disso, o prazer também pode ser considerado nos efeitos sonoros e na trilha sonora excelente. Os atores também estão ótimos, com destaque para Kurt Russell, na sua melhor personificação que já vi. Não entregarei muito, mas posso dizer que o clímax foi espetácular, no sentido de ser não só completamente inesperado e surpreendente, mas loucamente irresistível e prazeroso. Death Proof é sexy, é vivo, é forte. É cinema no seu mais perfeito estado.

Apesar de Grindhouse ter sido feito para ser apreciado com ambos filmes juntos e em sincronia, após conferir, não posso reclamar que foram separados no Brasil. Death Proof é perfeito demais para Planeta Terror. Críticas completas de ambos os filmes na data de suas estréias.

Planeta Terror chega nos cinemas brasileiros no dia 2 de Novembro, enquanto À Prova de Morte ano que vem, no dia 31 de Março.

grindp.JPG


Responses

  1. Ahh estou morrendo de inveja de vc!

    Estou ansiosíssimo para ver ambos os filmes que devem ser F*DAS!

    Agora simplesmente não dá pra entender essa demora sem precendentes!

    Boa Semana

  2. Gosto do estilo de Robert Rodriguez e sou fã de carteirinha do Tarantino.
    Consequentemente, quero muito ver Grindhouse.

  3. Quero assistir a este filme, mas não estou tão entusiasmada assim com ele.

    Acho que todo mundo deveria assistir “Grindhouse” do jeito que ele foi planejado: com dois filmes, em um só.

    Acredito que dividí-lo em duas partes faz com que toda essa intenção do Rodriguez e do Tarantino perca o seu efeito.

  4. Tb sou outro que está com inveja…
    Este projeto é estilo vivo!
    Dois grandes diretores com um projeto mais do que interessante….empolgante!
    xD
    Quero mtoo ver!
    Pena q vai demorar chega nos cines…minha ansiedade segura o tempo, rsrsrs!
    Abraço


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